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Gestão de pessoas…..e “a pata nada”

3, março, 2014
Não é de agora que o ambiente de trabalho exige uma nova forma de relacionamento entre líderes e liderados.
 
E como hoje temos acesso às diversas informações que buscamos na internet, revistas especializadas, e-mails e cursos on-line, não existe mais a “desculpa” do acesso difícil. A informação está livre para todos.
 
Esta mudança exige uma forma de trabalho e relacionamento totalmente diferente.
 
Escuto muitos dizerem: “esta geração não dá mais, antigamente as pessoas trabalhavam por amor à camisa”.
 
O fato de somente verbalizar estas palavras não é o problema. O problema maior é quando isto se torna a desculpa para qualquer fato.
 
As pessoas ainda trabalham por amor à camisa, mas os estímulos para chegarmos a este nível são totalmente diferentes.
 
Dias atrás escutei uma palestra sobre educação onde estavam em pauta os paradigmas atuais.
 
O palestrante trouxe dados interessantes. Uma criança nos dias de hoje entrando na escola fundamental com 07 anos de idade já olhou em torno de 5.000 mil horas de televisão, considerando o tempo entre os 02 aos 07 anos de idade. Ela já assistiu a documentários (Discovery, National Geographic), jornais, novelas, atentados, jogos, desenhos animados, etc…., aprendendo uma série de palavras e situações que estimulam o seu consciente e inconsciente de forma muito intensa. Então no primeiro dia de aula a criança entra na escola, senta na sala de aula e a professora para iniciar a alfabetização diz: “A pata nada”.
 
Ora, está muito claro que não é a geração que está errada, é a forma como estamos lidando com esta geração. E assim também com os profissionais (adultos) que temos em nossas empresas.
 
Foi-se o tempo do “Gerente Capataz”. Porém algumas empresas ainda não se preocupam em entender isto.
 
Fazendo uma retrospectiva, podemos notar que cada época exigiu um modelo de relacionamento entre empresas e funcionários.
 
Na Era Industrial, o trabalho em linha de produção exigia o máximo aproveitamento do tempo do funcionário para manter a produtividade. Na Era da Informação, na qual o capital intelectual passou a ser o valor mais importante para diferenciar uma empresa de sua concorrência, as promoções eram dadas aos melhores técnicos.
 
Estamos em uma nova época, na qual não basta só o esforço braçal e o conhecimento intelectual. O relacionamento é o grande diferencial para o êxito das empresas. São as ideias, o entusiasmo e a paixão pelo trabalho que geram empresas de sucesso.
 
Um novo modelo de trabalho se faz necessário para que as pessoas se envolvam de corpo, mente e coração no que fazem. Desenvolvendo um vínculo de confiança mútuo.
 
Quando confiamos nas pessoas, naturalmente elas retribuem com empenho e comprometimento, gerando um círculo virtuoso que aumenta cada vez mais à medida que delegamos.
 
Este é o futuro que já chegou para muitas empresas.
 
E sua empresa, já quebrou os paradigmas de gestão?

Carlos A. Schlittler