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Liderança e equipes

5, dezembro, 2013

Vivemos na era da mudança, onde as organizações estão em constante corrida pela competitividade expressa em inovação de produtos e serviços, redução de custos, lucratividade e sustentabilidade. Porém para se construir tudo isso, é necessário voltarmos forças para a busca pelo alto desempenho das equipes.

O ambiente de trabalho moderno valoriza a mudança e adaptação. As organizações sofrem pressão para que experimentem constantemente inovações a fim de melhorar a produtividade, qualidade, satisfação das pessoas,…

Com certeza a melhor tentativa de captar o pleno potencial das pessoas é a constante formação de grupo, o qual, numa definição formal, é um conjunto de duas ou mais pessoas que trabalham juntas regularmente com a intenção de atingir um ou mais objetivos comuns.

A formação de grupos é intrínseca ao ser humano, o qual procura estar em grupo como uma forma de sobrevivência, deixando o seu instinto conduzir este processo.

Acontece que não podemos trabalhar em equipe somente pelo instinto, pois isto nos remete a um nível muito básico de sobrevivência, tal qual nossos ancestrais faziam na era pré-histórica. No mundo moderno ainda não conseguimos ensinar às gerações como trabalhar em equipes multifuncionais com objetivos claros e um pensamento permanente na melhoria contínua.

Acho muito engraçado que em todas as entrevistas de empregos os candidatos dizem que “sabem” trabalhar em equipe. A verdade é que não aprendemos a trabalhar em equipe em pouco tempo. Isto não é matéria que se aprende na universidade, faz-se uma prova e pronto, somos graduados em trabalho em equipe. O trabalho em equipe é um aprendizado constante em nossas vidas.

Existe uma frase que diz: “O mundo que vamos deixar aos nosso filhos depende dos filhos que vamos deixar para o mundo”.

No verdadeiro grupo, os membros são mutuamente dependentes, interagem para atingir as metas comuns, num período determinado de tempo, através de suas diferentes habilidades.

Considero que precisamos de no mínimo 02 fatores primordiais para que os grupos atinjam os seus objetivos: sinergia e liderança.

Quando a sinergia ocorre, os grupos realizam mais que o simples total da capacidade individual dos membros.

E para o atingimento máximo da sinergia de um grupo é fundamental que se destaque a presença de um líder/gestor, pois dentro das organizações a prática da liderança é o mecanismo essencial da transformação.

Este líder emerge naturalmente dentro do grupo e se diferencia por determinadas características que, juntas, transformam o ambiente de trabalho, sendo algumas citadas abaixo:

- Persistência;
- Dinamismo;
- Autoconfiança;
- Atitudes positivas;
- Visão do todo;
- Capacidade de assumir riscos;
- Coerência;
- Integridade;
-Foco.
 

 O grande guru da administração, Peter Drucker, diz:

 “A única definição de líder é alguém que possui seguidores. Algumas pessoas são pensadoras. Outras, profetas. Os dois papéis são importantes e muito necessários. Mas, sem seguidores, não podem existir líderes”.

“O líder eficaz não é alguém amado e admirado. É alguém cujos seguidores fazem as coisas certas. Popularidade não é liderança. Resultados sim!”

 Pode-se perceber que o líder, independente de qual a melhor definição que se procure buscar, é alguém que possui uma grande capacidade de conciliar as informações e influenciar o grupo, fazendo com que o grupo absorva as informações da melhor maneira possível e direcione a energia de todos na obtenção dos resultados esperados.

Dentro deste contexto uma comunicação bem realizada é fundamental para a construção de todas as etapas de planejamento e execução dos projetos os quais o grupo está responsável. Este processo de comunicação bem conduzido será essencial para a tomada de decisão e o trabalho de equipe dos membros do grupo.

Aliada à uma boa comunicação também encontramos a capacidade do líder de argumentar utilizando uma linguagem baseada na racionalidade, buscando focar o grupo em aspectos mais racionais e menos instintivos. A busca de soluções baseadas no instinto pode confundir o grupo e seus membros, levando-os a não buscar informações concretas para o atingimento do objetivo comum. É certo dizermos que a energia sem controle não é nada e leva, quase que na sua totalidade, a resultados que não atendem às expectativas esperadas.

A arte de liderar é uma complexa rede de habilidades, as quais juntas criam um entusiasmo para trabalhar duro a fim de realizar tarefas de sucesso. Além disto, a retribuição de um trabalho bem realizado com certeza leva o homem à “massagear” um instinto presente ao final deste processo: a realização pessoal.

 Carlos A. Schlittler