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É preciso estar atento a tudo que acontece a nossa volta….

11, novembro, 2011

Fabiane Borges Klafke, 24 anos, formada em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas pela PUCRS e pós-graduanda em Gestão Estratégica e Inteligência Competitiva pela PUCRS.

Atua em um escritório de Advocacia especializado em Direito Imobiliário, que tem sedes nas cidades de Porto Alegre/RS e Curitiba/PR. Responsável pela parte de Gestão da Comunicação e Relacionamento com Clientes.

1. Em algum momento de sua formação acadêmica você recebeu orientações para realizar o trabalho que desenvolve hoje?

Diretamente não. Durante a graduação sempre me questionei muito como aplicar a teoria em prática. Aprendi em sala de aula conceitos que se aplicam a Comunicação e Relações Públicas em uma visão ampla, no entanto, cada empresa é uma realidade e, portanto, esses conhecimentos precisam ser adaptados.

2. Como se prepara, em termos de conhecimento, para esta rotina?

É preciso estar atento a tudo que acontece a nossa volta, estar aberto a novos conhecimentos e constantemente buscar informações. Diariamente busco por notícias e informações sobre o que está acontecendo no mercado imobiliário, bem como no ambiente jurídico. Hoje existem diversas ferramentas de alerta de notícias que podem nos auxiliar nessa busca. Quantos aos conhecimentos da área jurídica procuro participar como ouvinte dos grupos de estudos do corpo jurídico. Além disso, no atendimento aos clientes aprendo diariamente sobre particularidades de seus casos.

3. Você acredita que em sua formação o local que executa atividades é uma inovação?

Certamente, muitas pessoas não percebem a ligação entre Relações Públicas e Advocacia, mas se analisarmos que nosso “negócio” se baseia principalmente me relações de confiança com nossos clientes, precisamos constantemente trabalharmos isso. A cada nova “atividade” vamos descobrindo as relações e estreitando os vínculos entre as disciplinas. Estamos apenas no início, há muito que desenvolvermos.

4. Atualmente o jovem profissional não dispõe de um tempo de aprendizagem e vivência para se tornar sênior. Percebemos que muitos concluem sua graduação e já tem disponível uma posição de destaque nas organizações.

Pensando no tempo de formação acadêmica e a realidade do mercado, mencionada, o que você sugere que se deva melhorar?

O mercado busca por profissionais “prontos”. No entanto, somente o ambiente acadêmico não nos prepara apara atender a essas expectativas. Grande parte do conhecimento que tenho foi adquirida fora da sala de aula. Através das oportunidades de trabalho conquistei certa maturidade para desenvolver as atividades que hoje são delegadas a mim. Acredito que a melhor forma, e pelo que tenho acompanhado no mercado, seja essa dedicação e pré-disposição para aprender em qualquer ambiente.

5. Por suas colocações anteriores o que você acredita é que ao terminar a formação acadêmica é indispensável adquirir experiências, antes de assumir funções e cargos de maiores responsabilidades? 

Exatamente. A experiência nos permite desenvolver habilidades que vão além da técnica, eu diria tão importante quanto. Essas habilidades nos auxiliam a conhecer a melhor forma de aplicar praticamente todo esse conhecimento adquirido nos livros.

Fabiane faz parte da “geração y” que se desenvolveu numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Para prever seu futuro não precisamos utilizar de métodos paranormais. É simples é só verificar em seu presente o potencial que lhe garante um futuro de sucesso. Muito obrigado! 

Paula Schlittler